Sobre Humanidades e Tecnologias

Nossa era é tecnológica e nossas interações humanas nuca foram tão digitais. As soluções geradas pela tecnologia alcançam respostas complexas e fundamentais para a humanidade atual, gerando um enorme fluxo de informações que, apesar de estarem mais disponíveis, exigem que cada pessoa crie melhores estratégias para lidar com sua gestão.

Dentro desta nova realidade, é esperado que esse novo homem, ser vivente de um mundo repleto de novos desafios, seja um ser humano muito mais preparado dos que vieram antes dele.

 Assim como a sociedade se tornou mais complexa, temos pessoas mais exigentes. Exigentes também com suas necessidades, justamente pelo fato de o mundo ser um local mais desafiador, onde novas habilidades serão cobradas diariamente de cada um.

Com isso, as pessoas passaram a a exigir mais dos grupos e atividades das quais participam. Sempre nos deparamos com uma visão mais crítica e questionadora sobre “o que fazem”, “pra que fazem” e de “com quem fazem”, por parte de cada um.

Porém, esse novo homem, neste novo mundo, ainda é um homem, com suas características e necessidades preservadas, como por exemplo a de estabelecer relações pessoais positivas, fortes e duradouras com outras pessoas.  Isso porque ele ainda precisa e gosta de compartilhar alegrias, desafios, tristezas, reconhecimento e todo tipo de emoção com seus semelhantes.  As pessoas precisam de sentido para estarem aqui vivas e, consequentemente, ainda buscam reconhecimento de suas ações através do olhar do outro.

Também, é bem verdade que essas interações humanas, agora em ambientes virtuais, são mais complexas. Porém, mesmo em ambiente digital, a lógica ainda é a mesma e determinante de seu sucesso.

 

Por exemplo, um profissional de tecnologia pode ter grande bagagem técnica, porém se não tiver empatia suficiente para se colocar na posição do solicitante de seu serviço, nunca poderá ajudar efetivamente alguém, pois é humana a habilidade da empatia que é fundamental para essa função.

Já por parte das empresas, no relacionamento entre empregados e empregadores, podemos acompanhar esse mesmo movimento.  O “olho no olho”, a confiança, a boa vontade e tenacidade, bem como uma atitude positiva em uma situação presencial, ainda são determinantes para que uma empresa acredite e deseje ter um profissional junto de sua equipe, sendo esses fatores tão importantes quanto à qualificação técnica do cargo.

Por parte dos profissionais, também há uma busca real sobre critérios humanizados, felicidade e reconhecimento. Afinal, o que exatamente representa essa vontade constante de trabalhar em home- office? Priorizar a qualidade de vida? Estar em uma empresa idônea? Essas são prioridades humanas, de vínculo, de valorizar a vida e prezar por vínculos verdadeiros. Ser subordinados a pessoas que deem o exemplo e possam ser mais do que tomadores de serviço, que sejam parceiros diante da dificuldade para troca mútua de sucesso.

Portanto, tudo é vínculo, tudo ainda são relações humanas primordial e irremediavelmente. Talvez a tecnologia camufle um pouco a natureza das situações aqui especificadas. Talvez seja da natureza da maior parte dos envolvidos não terem tanta facilidade nas habilidades sociais e relacionais.

Porém, é certo que, tanto as empresas quanto os profissionais que tiverem o fator humano como centro de suas tomadas de decisões, terão sucesso garantido e duradouro. Somos humanos e as tecnologias são também, já que são frutos de nossa humanida

 

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