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Trabalhar em casa é o futuro?

Um efeito da pandemia de coronavírus foi um grande aumento no número de brasileiros trabalhando em casa. Isso nos faz pensar: quantos deles conseguirão fazer isso quando a crise do COVID-19 passar?

Uma pesquisa do MIT realizada no início de abril de 2020 com 25.000 trabalhadores americanos descobriu que 34% daqueles que estavam empregados quatro semanas antes disseram que estão atualmente trabalhando em casa. Combinado com os cerca de 15% que disseram que estavam trabalhando em casa antes do COVID-19, isso significa que quase metade da força de trabalho dos EUA pode agora ser trabalhadores remotos. E isso também é verdade, dizem os pesquisadores, para trabalhadores com 55 anos ou mais.

A pesquisa descobriu que trabalhar em casa pode aumentar a produtividade dos funcionários, melhorar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e promover uma melhor saúde mental além de reduzir drasticamente os custos com alimentação, traslado e outros.

Alguns empregadores com visão de futuro tomaram medidas extras para ajudar seus funcionários a trabalhar remotamente durante a pandemia.

No Brasil por exemplo a Nubank enviou cadeiras para os seus funcionários poderem trabalhar em casa. Leia a matéria completa clicando aqui.

Nos EUA empresas como a SHRM está reembolsando pequenas despesas, como pagar por uma bola de ioga para melhor ergonomia, e a SquareFoot, empresa imobiliária comercial da cidade de Nova York, deu aos funcionários laptops para trabalharem em casa.

Outra iniciativa que muitos empregadores começaram a adotar foi fazer happy Hours e o Coffee Break Virtual, para promover um senso de comunidade e alegria.

Nem todo mundo pode trabalhar em casa, sabemos que algumas profissões não permite, mas graças a Deus não é o nosso caso, a área de tecnologia é muito privilegiada nesse sentindo. 

Esse movimento já era algo que vinha acontecendo e agora com a covid-19 se intensificou, na minha opinião é algo que não tem volta, em um primeiro momento podemos até voltar a trabalhar como antes, mas muitas empresas e profissionais irão repensar a forma com que trabalhamos.

Também vale lembrar que algumas pessoas que agora trabalham remotamente nesse período de coronavírus não o fazem porque seu empregador gosta, mas porque se tornou uma necessidade e uma questão de sobrevivência.

Sabemos que existem gestores que são resistentes a esses novos modelos de trabalho, e que tem a falsa ilusão que chegar cedo e ir embora tarde do escritório é sinônimo de trabalha duro e produtividade, infelizmente esses profissionais certamente estão tendo um choque de realidade.

Especialistas em trabalho remoto como Michael Solomon e Rishon Blumberg, co-fundadores e parceiros de gerenciamento da 10x Management, dizem que o “futuro do trabalho chegou”. Patricia Strach, diretora executiva interina do Rockefeller Institute, disse recentemente que “essa experiência forçada de trabalho em casa está nos mostrando que o trabalho remoto são uma estratégia viável para muitas empresas e que isso provavelmente acontecerá mesmo depois que a crise acabar. “

O que as empresas podem fazer uma vez que o COVID-19 acabar, sem dúvida pensar em produtividade e não em horas trabalhadas, o que importa na final das contas não é quanto tempo um colaborador fica dentro da empresa, mas sim o quanto essa pessoa entrega nesse período, enquanto os gestores não compreenderem isso muitos e muitos reais serão desperdiçados.

Mas agora que o trabalho em casa demonstrou ser possível para milhões de trabalhadores, as probabilidades são de que, quando a crise do COVID-19 terminar, mais empregadores deixarão que alguns funcionários façam isso por mais tempo.

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